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  • Jeff Costa

A diferença entre o pensamento difuso e focado e, porque ela é importante para estudantes de língua

Atualizado: Mai 16

“Relaxar é também uma parte importante no processo de aprender”

Barbara Oakley


O nosso cérebro possui dois modos de pensar: o focado e o difuso. O primeiro, como o próprio nome sugere, é aquele modo em que nos concentramos ao máximo para resolver determinado problema. Neste modo nosso pensamento é mais dirigido e estreito e nele trabalhamos de forma mais metódica. O difuso, em contraste, é o modo em que estamos mais relaxados. No modo difuso temos uma visão mais ampla dos problemas e conseguimos pensar de forma estratégica.


Geralmente as escolas e nós professores damos mais importância ao modo focado deixando de lado o difuso. O desejo pela produção do aluno é tão intensa, e por vezes a cobrança da escola é tão excessiva, que nos esquecemos que a contemplação e o relaxamento também são partes importantes da aprendizagem, como defende a doutora Barbara Oakley.


Embora ainda haja escolas que enfoquem no modo focado muitas outras estão mudando esta realidade valorizando o modo difuso. A educação infantil, onde o brincar é parte essencial do aprendizado, é o principal exemplo deste câmbio. Mas alternar entre os dois modos de pensar não deve ser incentivado apenas na infância. Adolescentes e adultos também se beneficiam muito com a alternância.


COMO ALTERNAR NA PRÁTICA


Salvador Dalí, o célebre pintor espanhol surrealista, em seu processo criativo depois de algum tempo de concentração segurava uma chave em uma das mãos e se sentava confortavelmente em uma poltrona. Depois de algum tempo quando estava completamente relaxado e quase em ponto de cochilar, a chave caía no chão e o barulho o despertava. Dalí então acessava os pensamentos que estavam armazenados do pensamento focado com a maneira mais livre do pensamento difuso.


Este é um exemplo um tanto quanto excêntrico, afinal era Dalí, mas existem outras maneiras mais práticas de colocar a alternância de modos de pensamento para trabalhar a favor do aluno.


Pense nesta situação: um aluno tem um teste de matemática (para o qual ele estudou) para fazer na escola ou na universidade. Ele faz os primeiros exercícios sem dificuldade e chega a um exercício que apresenta um desafio. Ele deve continuar tentando fazer o exercício ou pular para um exercício mais fácil? De acordo com a doutora Oakley ele deve se concentrar neste exercício de entre 10 a 15 minutos prestando bastante atenção a ele. Caso não consiga resolver dentro daquele tempo o aluno deve passar para o próximo exercício mais fácil. Fazendo isso o exercício difícil permanecerá na memória do aluno que se concentrou para resolvê-lo e enquanto resolve os exercícios mais fáceis em modo difuso o aluno vai poder ver com mais clareza o exercício difícil.


A TÉCNICA POMODORO


Outra maneira de alternar entre modos focado e difuso é usando a técnica pomodoro. Pomodoro é a palavra italiana para tomate e ela dá nome à técnica por se tratar de um cronômetro em forma de tomate. A técnica funciona com o estudante cronometrando 25 minutos de estudo sem distrações e sem interrupções (modo focado) e assim que o relógio despertar o aluno tem 5 minutos de contemplação e relaxamento.

Eu uso esta técnica nas minhas aulas com frequência. Para os adolescentes e adultos eu tenho uma caixa com vários tópicos para discussão dentro. São tópicos gerais e que não exigem vocabulário muito específico. A cada 25 minutos paramos 5 minutos para discutir. Nestes minutos os alunos continuam produzindo em inglês mas em um ambiente livre de ansiedade e que não requer muita concentração.


POR QUE ALTERNAR ENTRE OS MODOS É IMPORTANTE PARA ESTUDANTES DE LÍNGUAS


A maioria dos estudantes de línguas estuda com livros didáticos. Não há nenhum problema em relação a isso, mas é importante ressaltar que os livros geralmente são desenvolvidos para trabalhar com o modo focado. Aprender estruturas gramaticais são com frequência tarefa deste modo, mas uma boa maneira de consolidar essas estruturas seria assistindo séries ou ouvindo música, que se enquadram no modo difuso.


Também no próprio ato de estudar com o livro didático o aluno pode utilizar-se da técnica pomodoro para alternar entre a concentração e o relaxamento para internalizar melhor os conteúdos.


Para mais informações sobre os dois modos de pensar assista ao vídeo Learning How to Learn do TEDx com a doutora Barbara Oakley



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