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  • Jeff Costa

Como manter um diário de bordo me fez um professor mais autoconsciente

Atualizado: Mai 16

Tenho quase 30 anos e 10 anos de profissão. Não sou o mesmo professor de quando comecei a dar aula, mas certamente teria evitado certas dores de cabeça se tivesse adotado a prática do diário de bordo antes.



Quem já usa um diário para refletir sobre os acontecimentos dos dias vai ter mais facilidade de usar um diário específico para a prática reflexiva.


A prática reflexiva é hoje um componente importante na maioria da educação de professores de línguas e de programas de desenvolvimento ao redor do mundo (Farrell 2007, 2015). Ela ocorre quando professores conscientemente avaliam as próprias crenças pedagógicas de maneira crítica, tomam total responsabilidade pelas suas ações na sala de aula e continuam a melhorar as suas práticas educativas (Farrell 2007, 2015)


Tomem como exemplo uma sala que você tem muita dificuldade de trabalhar — geralmente são as difíceis que nos fazem pensar, certo? Não podemos apenas pensar nos problemas, temos que refletir sobre eles para poder agir. Segue um relato sobre uma turma que encontrei muita dificuldade este semestre.


Nem sempre o número de alunos é o principal problema no andamento de um grupo. E a prova disso é meu grupo de pré-adolescentes. As aulas não têm sido tão legais quanto eu gostaria e penso que parte da culpa é minha. Este é um grupo que adora brincadeiras.

Sério, eles querem brincar o tempo todo. E meu repertório de brincadeiras em inglês ainda é limitado, as minhas cartas na manga já se esgotaram. Outro problema este semestre foi o livro didático. O atual livro foi um salto exponencial comparado ao anterior. Agora eles são cobrados a escrever consideravelmente mais do que eles escreviam no semestre passado.


O resultado foi uma turma desmotivada que tem horror a exercícios de escrita.


Repararam? Em um simples registro de uma situação já consegui identificar os dois problemas desta turma: o desejo por mais brincadeiras e a aversão aos exercícios de escrita. E a solução? Bom, se refletirmos bem os próprios problemas podem ser a solução. Primeiro os problemas me levaram a aprender mais brincadeiras e segundo os jogos viraram uma moeda de troca com os exercícios de escrita. Os alunos conquistavam o direito às brincadeiras extras de acordo com as atividades que realizavam. E deu muito certo! Notei elevados graus de motivação e a turma deixou de reclamar com tanta frequência.


Ok, esta foi a avaliação de uma turma, uma avaliação de uma situação externa. Também é possível fazer a auto-avaliação, a auto-reflexão. Outro exemplo é um grupo avançado em que os alunos são estupendos com o idioma. Eu sou humilde o suficiente para reconhecer que eu não sou o mantenedor de todo conhecimento, nem tenho esta pretensão. Porém, saber que eu teria uma turma desafiante no semestre me fez estudar as unidades antecipadamente para expandir meu vocabulário nos assuntos que seriam tratados.


Estes são apenas dois exemplos de como podemos utilizar um diário de bordo para nos auxiliar em ser melhores professores. Você consegue pensar em mais exemplos?


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