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  • Jeff Costa

Minha primeira experiência com TPRS em uma sala de pré-adolescentes

Atualizado: Mai 16




Teacher, você vai contar histórias mais vezes, não vai?

Foi assim que terminou a minha primeira aula usando TPRS. Quem lê esta declaração animada de uma das minhas alunas pensa que a aula toda foi um êxito, mas vou te dizer, não foi bem assim. Mas vamos começar pelo que é TPRS.

Para os professores que não estão familiarizados com a sigla ela corresponde a Teaching Proficiency Through Reading and Storytelling ou em português Ensinando Proficiência Através de Leitura e Contação de Histórias. Esta é uma metodologia que usa histórias criadas pelos professores em conjunto com os alunos para ensinar ou consolidar vocabulário e pontos gramaticais e desenvolver habilidades de escrita, leitura, fala e escuta nos alunos.


Quem é a pessoa por trás do TPRS?


Blaine Ray, um professor de espanhol do ensino médio nos Estados Unidos, se baseou na teoria do comprehensible input de Stephen Krashen — que diz que o aluno deve ser exposto a apenas um nível acima do que ele já sabe — e no método do TPR (Total Physical Response) de James Asher — que usa movimentos corporais e expressões faciais para explicar conceitos — para desenvolver o que ficou conhecido como TPRS.

Certo, agora já sabemos o que é TPRS e quem foi o seu criador. Hora de voltar para nós teachers. Como será que foi minha primeira experiência com o TPRS? Segue o relato.


UMA EXPERIÊNCIA UM TANTO INESPERADA


Peguei os alunos de surpresa. Ninguém esperava por uma história aquele dia. Estavam todos esperando por mais um dia com o livro didático, as dinâmicas e as brincadeiras do nosso cotidiano. Mas uma história? A ainda por cima sem livro? Que loucura! Pois é. Não contei uma história de um livro. Propus que meus alunos tivessem uma real experiência TPRS e assim foi feito. Desenvolvi uma história levando em consideração o nível dos meus alunos e o que eles já sabiam. Eu já estava trabalhando com este grupo há quase um ano, então consegui identificar os elementos que poderia agregar na história para respeitar a teoria do comprehensible input do Krashen.

Uma história TPRS consiste em um esqueleto feito pelo professor com as estruturas que ele deseja que sejam trabalhadas. No meu caso foram o passado simples e os advérbios de frequência. A outra parte é o que chamamos de storyasking em que o professor faz perguntas de elementos da história que podem ser alterados. Esta parte é muito importante porque mantém a atenção dos alunos e lhes dá certo controle sobre os rumos da história. Informações como o nome, idade e gênero das personagens, os locais e o clima são alguns dos exemplos do que podem ser alterados. Na parte do storyasking os alunos participaram ativamente e com entusiasmo, com exceção de dois ou três alunos. A segunda fase do TPRS consiste em os alunos desenharem alguma parte da história que eles gostaram mais, ou a parte que eles lembram melhor. Todos os alunos desenharam alguma cena, o que demonstrou que eles prestaram atenção mesmo que a apenas alguma parte da história.

Em seguida coloquei os alunos em círculo e pedi que eles colocassem os desenhos em ordem cronológica, de acordo com a história. Essa foi uma falha, eu deveria ter pedido que eles primeiro explicassem o que acontecia naquela cena. No momento de colocar os desenhos em ordem ouvi alguns “uau” e outros “que daora” de três ou quatro alunos. Na terceira fase recontei a história já com as modificações dos alunos e eles reorganizaram as cenas que estavam fora de ordem. O professor pode também sortear algum ou alguns alunos para recontar a história tornando a atividade mais centrada no aluno. São duas possibilidades.

E foi assim que terminei a contação, pois o tempo tinha acabado. Ainda cabe uma quarta fase com alguma atividade que sirva como uma avaliação do entendimento dos alunos. Algumas opções seriam perguntas sobre a história ou até mesmo um teatro em que os alunos encenem a própria história. No final alguns alunos pediram que eu contasse histórias novamente, o que mostrou uma boa recepção dos alunos a essa nova experiência. E afinal, quem não gosta de ouvir histórias, não é mesmo?


CONCLUSÃO


A minha primeira experiência, apesar de não ter sido cem por cento exitosa não foi nada mal e seguramente foi uma experiência que abriu as portas para que eu siga explorando esta metodologia. As possibilidades com TPRS são infinitas e não devem ser restritas apenas a um contexto de língua estrangeira. A abordagem pode também ser utilizada em um ambiente de língua materna para ensinar estruturas gramaticais ou vocabulário. O meu conselho é: comece a contar histórias. Comece a explorar este maravilhoso universo da contação de histórias e arrisque. Crie histórias com seus alunos e faça com que eles participem ativamente.


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