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  • Jeff Costa

O PAULISTINHA | Imersão em português e espanhol em Foz do Iguaçu

Atualizado: Set 24




No extremo oeste do estado do Paraná, na região sul, se esconde uma das maravilhas da natureza, as Cataratas do Iguaçu. Apesar de ser uma cidade pequena, com menos de 300 mil habitantes, Foz do Iguaçu é uma entre as dez cidades mais visitadas do Brasil e recebe estrangeiros do mundo inteiro, desejosos de conhecer suas belezas naturais. No ano de 2010 Foz começou a receber outro tipo de visitantes, um pouco mais duradouros, estudantes de vários países da América Latina para a sua recém criada Universidade Federal da Integração Latino-Americana, e eu vou comentar a minha breve passagem por este grande projeto.





O ano era 2012 e eu tinha então 21 anos. Havia feito o Enem pela segunda vez e dessa vez tinha tirado uma nota boa, suficiente para conseguir uma vaga em uma universidade federal. A minha primeira opção, contudo, exigia uma nota mais alta do que eu tinha tirado, o que me deixou bastante decepcionado. Usei os outros dias que tinha de prazo para decidir qual universidade escolher. Já que a UFABC, na minha cidade natal Santo André, não iria me receber naquele momento, decidi então pesquisar universidades fora da minha zona de conforto, queria ir mesmo para o cafundó do Judas, viver uma aventura. Estava lá vendo meu feed do Facebook quando apareceu uma publicação desta recém inaugurada universidade, que eu nunca tinha ouvido falar, a UNILA. Li sobre o projeto deles e o interesse foi imediato. Eu que sempre me interessei por estrangeiros, estudar em um lugar com pessoas de vários países? Era uma ideia perfeita. E assim fui parar em Foz do Iguaçu.



Lembro que ao chegar, fiquei primeiramente em contato com outros brasileiros, para ir me familiarizando com o lugar. Era realmente uma aventura aquela parada. Gradualmente fui me aproximando de paraguaios, venezuelanos e peruanos e foi assim que a imersão começou. Me joguei na língua espanhola, ouvia e "falava" todos os dias. Digo "falava" entre aspas porque eu nunca tinha de fato estudado a língua espanhola. O meu espanhol ia só até algumas músicas dos primeiros discos da Shakira. Mas me joguei. Falava errado, me corrigiam. Eles falam português errado, eu os corrigia. E nessa dança de amizade latino-americana fomos construindo nossa fluência.


Foi apenas depois de uns meses, contudo, que eu realmente me apaixonei pela língua. Lembro terem me dito que os uruguaios eram difíceis de fazer amizade, que eram muito reservados e ficavam apenas em suas panelinhas. E eu acabei morando com quem? Com uma uruguaia. Veja só. Logo esse estereotipo que tinha sido plantado na minha cabeça foi de desfazendo. Se eles são mais reservados? Talvez isso até seja verdade em certo ponto. Mas isso acontece com qualquer nacionalidade, eu suponho.


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O fato é que eu fui arrebatado pela língua espanhola e até hoje por influência da Cynthia, eu solto alguns sons uruguaios ocasionalmente. O modo de falar dos montevideanos me agrada muito pela influência italiana. Meu marido, que é colombiano, não achava tão legal no começo, mas agora penso que está se acostumando. Hoje sigo estudando espanhol colombiano, mas não deixo de lado meus YO ME LLAMO JEFF por nada desse mundo.


Essa anedota um tanto quando avassaladora e fugaz, é só para ilustrar a importância da imersão, algo que sempre reforço com os meus alunos. É importante estar sempre em contato com a língua. Vejam séries, assistam novelas e filmes, ouçam música e podcasts, falem com pessoas. Quanto mais contato com o idioma temos, mais eficiente é nossa jornada até a fluência. E se você é hispanofalante e busca uma graduação ou pós-graduação e deseja estudar português ao mesmo tempo, por que não considerar a UNILA ou outra universidade brasileira? Assim você já mata dois coelhos de uma cajadada só.

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